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China cria algo mais coerente que a “nova” rotunda do Marquês

Via Hypeness

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A melhor crónica sobre a televisão (fala do splash…)

Não te conhecia, mas o teu humor e as tuas constatações tornam necessário seguir de perto as demais crónicas que tenhas e venhas a fazer.

Por João Nogueira Dias em P3

João Nogueira Dias

Enquanto escrevo, tenho a televisão desligada. Para além da ausência de ruído, há um bom prenúncio: vou escrever sobre televisão. Mas sem a parte do interesse.

Excluamos os canais de cabo, que nos mostram como se pesca um atum de 400 quilos, como se atravessa, num camião, um lago gelado (por cima do lago; por baixo, também eu…), como se faz uma mota ou o que comem os escaravelhos (tirando os que se alimentam de cocó).

Concentremo-nos na televisão generalista, que verdadeiramente me preocupa. Não porque o José Figueiras exista, ou porque o Cláudio Ramos lhe siga o exemplo. Preocupa-me que os programas, ao fim-de-semana, possam reflectir o que o público quer ver. Se o público quer ver aquilo, então a injecção letal pode ser uma boa saída para quem não aceita essa ideia.

A televisão começou por ser uma coisa para ricos. Hoje, é só para pessoas com poucas opções. Antigamente, a televisão era uma “cena” de família: toda a gente se reunia para ver o festival da canção ou os jogos sem fronteiras. Hoje, tendo em conta a qualidade da programação, parece muito mais interessante aquela história do avô, de quando ele venceu, em 1955, o torneio de berlinde da escola. Hoje, tendo em conta a qualidade da televisão, uma reunião de família tem duas hipóteses: a TV desligada ou uma garrafa de vinho maduro. Uma bebedeira diante dos pais é deprimente. Mas, se nos salvar do “Splash”, pode ser um “mal” necessário.

Nos cafés, felizmente, tudo ficou na mesma: vê-se futebol. Comparadas com os programas da moda, as declarações dos jogadores ganham contornos poéticos. Um treinador a falar em “transições ofensivas” parece algo científico. Um “penalty” parece um acontecimento metafísico. E, se não há futebol, é possível continuar a falar de gajas: da “vida real”, da novela ou dos “reality shows”. Um par de mamas é um par de mamas. Em qualquer canal.

A televisão já foi chamada de “caixinha mágica”. Hoje, é mais uma caixa negra. Havia, no entanto, uma possibilidade de ser uma “caixinha útil”: se fosse possível guardar, lá dentro, para todo o sempre (“tipo, bué tempo”), algumas das figuras que lá aparecem.

Tirando o Fernando Mendes, que nem é dos piores. E, mesmo que o fosse, não caberia na caixinha.

Ao mesmo tempo, a televisão já não é mágica: os cogumelos podem desempenhar essa função, com vantagem. Quando certos programas vão para o ar, a magia da televisão está no botão que a desliga.

Sobra a publicidade, como bastião da inteligência e criatividade da televisão generalista. Todos já criticamos a música do anúncio do Pingo Doce. O tempo encarregou-se de nos mostrar que, afinal, não era assim tão má.

Para além dos canais de cabo, existe sempre a possibilidade de procurar e “pedir emprestados”, através da Internet, os melhores filmes, documentários e séries. Para aqueles que pensam que me refiro a pornografia, fica uma mensagem: seus ordinários!

Já agora, senhores fiscais, se estão a ler este texto, duas coisas: eu não faço, nunca fiz e nunca farei “downloads” ilegais; deviam estar a apanhar os bandidos todos, em vez de lerem os meus textos.

Quem quer dar uma nova vida à televisão, pensa sempre em fazer dela um aquário. Mas os peixes já não aceitam essa ideia com facilidade: não querem estar no mesmo sítio que a Júlia Pinheiro. Da minha parte, acrescento que, aquário por aquário, prefiro um que tenha lagostas.

Agora vou embora. Vai começar um programa com as festas de “não sei onde”. Preciso, urgentemente, de vinho maduro.

P.S.: Há uma anedota antiga em que um tipo diz ao amigo que comprou um vídeo, com o dinheiro da venda da televisão. Tão actual…

O MAS e o problema crónico genético do típico canhoto

Movimento Alternativa Socialista – Existem 2 partidos de esquerda e 50 partidos de alternativa…

“A saída do euro e a suspensão do pagamento da dívida são algumas das ‘bandeiras’ do MAS – Movimento Alternativa Socialista – o novo partido político, que nasce de um grupo de dissidentes do Bloco de Esquerda liderados por Gil Garcia.

“O MAS veio para ficar e está de portas abertas para quem luta por um novo 25 de Abril”, refere a mensagem em que o Movimento Alternativa Socialista anuncia que foi finalmente reconhecido pelo Tribunal Constitucional como partido.

O pedido de inscrição como partido fora entregue em maio com 20 mil assinaturas, após uma primeira tentativa, apresentada em março deste ano, ter sido recusada pelo Tribunal Constitucional, que considerou que os estatutos não previam a “possibilidade de interposição judicial das decisões proferidas” pela comissão de direitos, o órgão jurisdicional do partido.”

in Expresso

A esquerda tende para a anarquia, mais do que a direita, porquê? Na esquerda usa-se, apenas por teimosia crónica da pessoa estereótipo de esquerda, a tática do dividir para reinar, então os teimosos dos mais teimosos vão assim criando grupos mais pequenos e acabam no final da vida sozinhos – a parte anarca – praguejando contra o ser humano e a sociedade e reinando apenas a sua velhice. Mais um partido de esquerda, dentro de uma série de socialistas e marxistas que podemos verificar normalmente nos boletins de voto, será o fim do bloco? Eles até escolheram o Louça, figura inteligente mas completamente cansada e inútil na política portuguesa. Atenção não tenho nada contra o partido em si, apenas contra estas atitudes cíclicas da esquerda, não só em Portugal.

Notícias de um mundo paralelo?

Ontem assisti, como de costume, à hora de jantar a mais um grande jornal da noite na sic. Claro está que o assunto principal continua a ser a merda da nova ministra das finanças, aliás a merda das escolhas para o sector político/financeiro do estado. Sim a solução era simplesmente renunciar, tanto ela como o Paes como o outro que também trabalhava com este último antes de ingressar na reforma antecipada que é a política em Portugal. Estão demasiado envolvidos em situações ridículas, nem há sequer muito a falar sobre o assunto.

Depois deste início veio o que realmente me assustou:

“O Tribunal da Relação do Porto obrigou uma empresa de Oliveira de Azeméis a reintegrar um empregado da recolha do lixo que tinha sido despedido por se ter descoberto que estava a trabalhar alcoolizado. (…)
Mas enquanto a taxa de alcoolemia do motorista, entretanto também despedido, era de 1,79 gramas por litro, a deste trabalhador, um imigrante de Leste, ascendia às 2,3 gramaspor litro, revelaram as análises feitas no hospital para onde ambos foram transportados. (…)
Vamos convir que o trabalho não é agradável”, observam ainda os desembargadores Eduardo Petersen Silva, Frias Rodrigues e Paula Ferreira Roberto. “Note-se que, com álcool, o trabalhador pode esquecer as agruras da vida e empenhar-se muito mais a lançar frigoríficos sobre camiões, e por isso, na alegria da imensa diversidade da vida, o público servido até pode achar que aquele trabalhador alegre é muito produtivo e um excelente e rápido removedor de electrodomésticos.” (…)
Não há nenhuma exigência especial que faça com que o trabalho não possa ser realizado com o trabalhador a pensar no que quiser, com ar mais satisfeito ou carrancudo, mais lúcido ou, pelo contrário, um pouco tonto.””
In Público

O tribunal da relação do Porto pronunciasse desta forma… nem consigo ter uma reacção, parece um mundo paralelo ao qual só me resta assistir de boca aberta, espantado como uma criança quando vê algo de novo.

Uma sociedade de brandos costumes… mas com um gosto especial por álcool.

Duas faces da mesma crise – Portugal/Lituânia – Le Monde

Em Lisboa a terapia de choque quase derrubou o Governo. Em Vílnius serve para reclamar uma adesão mais rápida à zona euro. Que lições retirar deste percurso cruzado?

Lisboa tem mais em comum do que parece com o antigo tigre báltico, na presidência da UE desde 1 de julho. Ambos os países confrontados com as violentas recessões dos últimos anos reagiram com políticas de ajustamento zelosas e drásticas.

Duas horas de diferença horária, 3300 quilómetros de distância: tudo parece separar a Lituânia de Portugal. De avião é preciso fazer uma longa travessia para unir as duas capitais situadas nos confins da União Europeia. No torpor do verão ambos os países se lembraram, cada um à sua maneira das boas recordações dos europeus: a Lituânia e a sua enérgica Presidente, Dalia Grybauskaité, cinturão negro de karaté, iniciaram a presidência rotativa europeia entre os Vinte e Oito a 1 de julho, mesmo a tempo de receber a Croácia.

Portugal e o seu primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, escaparam à justa a uma crise, após a súbita demissão de um dos pilares do Governo, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar. Foi um sério revés para um Estado que desde há dois anos recebe auxílio da zona euro e do Fundo Monetário Internacional.

A cada um o seu destino, a cada um as suas dores de cabeça, numa Europa onde a distância gera na melhor das hipóteses indiferença e, na pior, prejuízos ou hostilidade: na Lituânia os sobressaltos da vida política portuguesa não interessam às massas. Preocupam-se sobretudo com a ignomínia dos vizinhos russos e bielorrussos, o que incita o país a cada vez mais querer entrar no jogo europeu. E, em Lisboa como na restante Europa Ocidental, ninguém reparou que o longínquo parceiro ia copresidir durante seis meses aos destinos de 500 milhões de europeus.

Há três anos que os portugueses têm os olhos em Atenas, Madrid, Berlim, Paris, ou…. Washington. Sem grande esperança de ver a luz ao fundo do túnel, querem sobretudo políticos locais, que há dois anos se desfazem em esforços sob os auspícios da “troika” que os financia.

Dose cavalar de remédio lituano

Nestes tempos de crise da zona euro, as duas capitais constituem as duas faces da mesma moeda, e têm mais em comum do que pode parecer. A Lituânia também sabe o que é a recessão e o ajustamento.

Em 2009, arrasado pela crise financeira, o antigo “tigre báltico” desmoronou-se: uma recessão de 15%, a mais violenta da Europa, e um acordar doloroso após o “milagre” dos anos pós-soviéticos. O Governo de centro-direita da altura recusou o oposto do seu vizinho letão, e passar pelo pente fino do Fundo Monetário Internacional. Administrou ao seu próprio país uma verdadeira dose cavalar de remédio, sem recorrer à desvalorização da sua moeda.

Os funcionários viram os seus salários reduzidos, de acordo com o seu escalão, entre 5 e 50%. Os Ministérios dispensaram uma parte dos seus efetivos. Como isso não foi suficiente até os reformados foram afetados. Um programa apoiado pelo parlamento, sem insurreição popular. Os problemas ainda não estão todos resolvidos. Longe disso. Mas a retoma já começou. “Não gostas da austeridade? Experimenta o comunismo!” – é o dito popular em voga nas margens do Báltico que resume o estado de espírito local.

Portugal, por seu lado, escapou ao comunismo mas não ao FMI – e aos fundos de auxílio da zona euro. Depois de dez anos a viver acima das suas possibilidades, o país colocou em marcha um plano de ajustamento de grande amplitude com a esperança de recuperar em 2014 o acesso aos mercados financeiros. Uma perspetiva ainda incerta, uma vez que o país ainda está a meio do percurso.

As zelosas reformas de Portugal

Apesar da resistência cada vez maior da população, os dirigentes portugueses não hesitaram, também eles, a fazer prova de algum zelo. Entre os países da zona euro que recebem auxílio, é talvez o único a ter antecipado as exigências dos financiadores. Até agora os dirigentes portugueses e a “troika” insistiram sobretudo no saneamento das contas públicas, deixando um pouco de lado as reformas estruturais. O que não impede uma enorme recessão, com o risco de alimentar o desespero profundo do desemprego massivo.

O sucesso relativo da Lituânia, onde o salário mínimo não chega aos €300, não causa inveja aos portugueses. Mas, por outro lado, os contratempos do paciente português não metem medo aos dirigentes lituanos. Dalia Grybauskaité e o seu Governo só têm uma ideia em mente: aderir o mais rapidamente possível à união monetária, idealmente, afirmam, a 1 de janeiro de 2015.

Nada nos diz que os dirigentes do euro, afetados pelas dificuldades de Portugal e da Grécia tenham a mesma pressa. É mesmo expectável que escolham aprofundar a zona euro antes de a alargar ainda mais. Mas vai ser preciso encontrar argumentos muito sólidos para dissuadir uma muito determinada Dalia Grybauskaité.

in Presseurop

São visões, é bom ver o que dizem de nós lá fora já que cá dentro gastamos 1 mês a falar do mentiu ou não mentiu, sabia ou não sabia sobre um assunto merdoso. Como todas as visões é questionável e apresenta um caminho vago e ambíguo para o futuro tanto de Portugal como da Lituânia.

Low-Costa.Come

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As pastelarias de baixo custo Low-Costa.Come estão a fazer sucesso em Portugal. Prova disso é que, até ao final deste ano, este ‘franchising’  vai ter um total de 40 lojas abertas no país. Já na próxima semana inaugura mais uma loja, em Lisboa.

Poucos meses depois da abertura da primeira loja, que, como noticiou Boas Notícias, data de Setembro de 2011, o promotor do conceito, Paulo Costa, percebeu que seria viável criar um ‘franchising’, de Norte a Sul do país. 

Assim avançou com o projeto que já conta com 13 lojas abertas em vários pontos de Portugal Continental e na Madeira. Agora, este ‘franchising’ de produtos de baixo custo prepara-se para abrir mais 27 lojas até ao final do ano, empregando, no total, mais de 480 pessoas.

Como explica o promotor do estabelecimento, Paulo Costa, em entrevista ao Boas Notícias, as lojas Low-Costa.Come oferecem produtos de “fabrico próprio e tradicional”, com um valor que, em média, é “40 por cento mais baixo” do que a concorrência.

Boas Notícias

Low-Cost.Come