A revolta que se exterioriza

Essa, que nos torna tão extremos, tão convictos de algo, tão defensores de nós e dos que a nós se assemelham, como não me sinto dessa forma.
Com tudo aquilo que vemos, aquilo que nos ensinamos, que nós próprios aprendemos, através dos media, tudo aquilo que nos tornamos racionalmente providos de irracionalidade, objectividade nossa.. decerto que não, tudo obra daqueles que nos mostram um mundo, não o mundo, mas um mundo.
Se temos, de algum jeito, mobilidade própria, livre vontade de algo, essa nossa possibilidade de escolha baseia-se nas hipóteses por eles dadas, media, governo, políticos, banqueiros, tropas.
Toda a nossa suposta liberdade dada por um mundo que não é mundo, por um mundo que na realidade é cada vez menos real aos nossos olhos, toda a noção que nos ilude de cada vez sermos mais conhecedores do que é o mundo, e do que se passa a nossa volta, faz com que nos percamos na noção de mundo que nos dão que nos querem dar, na noção de falta de tempo para gerir a nossa vida, quanto mais a vida alheia, mesmo que essa seja de aspecto social, ético e moral. Essa suposta vida social, a sociedade, o governo, as politicas, deviam ter carácter social, o sistema devia ser eleito de forma preocupada pelo cidadão, o cidadão devia estar a par das actividades, não dos ESCÂNDALOS e das manhas que nos entretêm, mas sim actividade governamental, bancária, etc.
Mas aqui, reina a despreocupação, só sabemos que as coisas pioram, que o ministro está em determinado esquema, e em determinada polémica, não sabemos em quem votar realmente, não sabemos o que todos os dias se passa na saúde do país, porque além do trabalho, da família, também temos a bola, as revistas cor de rosa, os espectáculos, os filmes, as séries, o humor, as novelas, os restantes desportos, as saídas nocturnas. O individuo só sabe que uma vez é PS outra PSD, dependendo de quem gera maiores escândalos. A sociedade além de cada vez ser mais especializada em certos aspectos profissionais e universitários, e de cada vez ser mais díspar a relação rico/pobre, o que se passa de momento é que também existe grande défice relativamente a conhecimento/ignorância. As pessoas não se mexem, ninguém quer saber, só quer ter, a maioria dos revoltosos protestam contra o que apoiaram, as nossas escolhas são feitas por exclusão de partes. A verdade é que existem mais ignorantes que pobres, e assim, menos pessoas que demonstrem real importância acerca do nosso estado. Não basta ver a tv à hora de jantar, não basta ver a oposição debitar coisas, essas que mais tarde ou mais cedo já não serão a favor, basta criticar para que nós fiquemos com má impressão do governos, basta o governo dizer que teve resultados para que se dê o contrário. A sociedade, apesar da globalização, está por um fio de se tornar cada um por si, totalmente desconhecedores do que realmente se passa no país, no que realmente o faz mover, o fundo da questão, que gera a guerra, que gera mortes, escravidão, propagação de doenças, fome, extremismos politicos, ditaduras, economias em recessão, a droga, o armamento, going on and on and on..

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O Rodopio

Ora esta piada é fácil, pio de piar e rodo de roda, e tudo faz praticamente nenhum sentido como seria de esperar.
Mais uma vez pensemos na infinidade de um momento, dum pensamento, da própria infinidade que é finita na conclusão que não tem fim, na dualidade de tudo, o foleiro “tudo é nada e nada é tudo” demonstra a infinidade de antagonismos que se juntam para trazer nada de objectivo, mas tão pouco subjectivo a todo e qualquer assunto, a constantes busca de algo certo, de algo que se possa refutar como total erro. E afinal o único erro total é a aceitação de algo como certo, como dogmático, porque é mentira, porque o que é pode não ser, não é uma questão de world change, mas mudanças de pontos de vista, de relações ou implicações que nos façam reformular o que sabíamos ou que tínhamos como certo.
Mas a verdade é que este rodopio contínuo não tem implicação real, sabemos das nossas verdades objectivas que nos protegem, das mais básicas, às mais complexas, ao que é azul, ao que é um átomo e como funciona, e andamos por cima delas, agarrados a elas, a noção do tempo, a noção da vida, sempre a sustentar-nos, e é para isso que vivemos, para que algo nos dê razão de viver, e como saiu disso? Se nunca ninguém saiu..
Como duvido de tudo, se eu duvido, se eu duvido de mim próprio e da minha capacidade de duvidar, e não estou a hiperbolizar, não entendo nada do mundo, e ando à deriva, perco-me em pensamentos, porque quando penso, se penso realmente, sou o mais céptico que alguma vez existiu, não consigo tirar conclusões, porque existe sempre um “mas”.
E é nisto que me baseio, mero desparatar de palavras que demonstram o que julgo sentir, talvez.

Untitled

Breve explicação por não ter título: Estou a ganhar tempo para saber de que falar.

Ora já vão meses, e o mundo está igual, diferente mas igual, pior mas melhor e vice versa, talvez melhor, visto que, se nós pomos o mundo como ele está, ou seja se criamos e originamos tudo o que está mal, não devemos ser muito concisos de ideias nem racionais, logo se achamos que isto anda mau é porque está bom, pior..melhor e por aí adiante. Claro que por esta lógica o que eu acho também deverá ser interpretado pelo contrário do significado, isto é, o discurso oratório, mesmo que escrito, como o caso que exponho, tem as suas manhas, que por acaso também foram criadas por nós, gregos, latinos, anglo-saxónicos, etc.. E ai a defesa poderá vir no aspecto que pelo menos o que escrevermos é legível ou de algum entendimento nem que seja da aceitação que pelo menos as vogais que formam tal palavra existem, au contraire, dos chineses, esses orientais que decerto inventarão mais 50 palavras para me chamar alguns nomes, isto se vissem isto, como se faz óbvio, não acontecerá tal coisa.

Pequena curiosidade, fiz crtl+t, e num novo separador, pesquisei, para o caso, quantas serão as siglas, ou o nome que se dá aquele tipo de escrita, a minha querida wikipédia não gosta de falhar nesses aspectos..
Ora aqui vai, a escrita chinesa é feito por logogramas, cousa chique! Depois de uma breve pesquisa, posso-vos relatar que, de uma forma irónica, a wiki brinca e contam-nos que alguns dicionários trazem cerca de 80 mil palavras mas que são um exagero, porque outros trazem apenas 40 mil.

Mas isto chega a ser triste, porque simplesmente não faz sentido, mas claro que quando um personagem europeu, luso, americano, se lembra, “ah olha deixa-me cá aprender a falar chinês” as pessoas dizem, “uhh gente inteligente concerteza”, pergunto porquê? Não será um estudante de livre vontade de chinês, seja tradicional ou simplificado, mais “maluco” que os próprios que a falam.

A este ponto, chego a ser xenofobo, mas apenas para o caro leitor existente, pois somos todos cidadãos do mundo, apenas temos que aproveitar cada manha, mania ou cultura diferente da nossa, para compreender e fazer chacota. Sim fazer chacota, estive prestes a ofender-me com tal barbaridade, como é alguém capaz de agir assim, serei eu um psicopata cultural?
Hum, penso que serei apenas um amante do nada, só para ter uma descrição mais romântica e heróica, já me vejo, amante do nada volta a escrever um intexto no seu blog falando de cousas tão banais como o porquê do tremoço ser um marisco.

Ora vamos estudar esta última frase, só como forma de passar o tempo e de mostrar que mais uma vez, a minha futilidade para com a vida é tanta, que gozo comigo mesmo só para passar o tempo, ora bem, intexto, é apenas o contrário do texto, o que é o contrário do texto? O intexto, assim criei uma resposta a uma dúvida inexistencial, falando porquê? Ora se aparecesse esta noticia em algum lado, a probabilidade seria bastante maior de aparecer num site brasileiro, mesmo que fosse português, com o novo acordo quem sabe falaremos todos no gerúndio, cousas porquê? Ora porque é giro misturar novos acordos com coisas de antigamente, e a do tremoço perguntem ao Eusébio.

-.-
– Gostas-te da viagem até a China?
– Chiiiinada..

Tempo demais

É noite demais para ti
há tempo demais para mim
Se as flores não mudam de cor
vais ter que as deixar viver
Em terra que é feita de nós
toda a chuva daninha é de pó
Toda a erva que tentas forçar
vai sempre acabar por morrer

É noite demais para ti
há tempo demais para mim.

Todo o tempo que entornas em nós
é fuga por fora da dor
Todo o tempo que entornas em nós
é ferida que mata o amor
Se entornas mais sangue em nós
a ferida não vai sarar
a ferida não vai sarar

É noite demais para ti
há tempo demais para mim.

se és tu quem não vai ceder
só me resta insistir
se és tu quem não vai ceder
só me resta largar
e nem quero pensar
que tu possas viver
sem vontade de amar
sem vontade de ver…

que é noite demais para ti
há tempo demais para mim.

O meu mundo vai ruir só por te ver
Vais entrar na porta errada
e o meu mundo vai ruir

Vais tentar encontrar
outro campo com luz
para que possas plantar
E a semente crescer
Para que possam nascer
cordas fortes no chão
das que saibam manter
o teu corpo longe do meu.

Desenfreado

Percorro vales e mundos, como se mundos fossem vales ou algo equiparado, que comparação mais amadora de escritor novato, o vale é bem mais extenso que o mundo, o mundo é concreto por assim dizer.
Mas, percorro eu vales e mundos, entre mundanas ideias como este reparo artístico feito à pressa de quem quer dormir profundamente, perco-me de raciocínios e perco-me de sentidos, não sei o resto a história e já estou distante do mundo que me fez digitar teclas e tudo por um devaneio sem nexo ou sentido qualquer.
E isto tudo enquanto percorria vales e mundos, que mundos?

O pedido que era teu.

Foi num dia teu, manhã ao de leve, brisa mar, pedia o sol um pouco mais de carinho das aves madrugadoras que empurram a lua para longe do horizonte, enquanto que o sol, carinhoso e juvenil dança, como que um acasalamento que nos remonta de novo à vida quotidiana, e isto foram dias, dias de tempestade, de cansaço, de sol, de cansaço feliz, de escuro e de vendavais, de metáforas meteorológicas infindáveis.
E agora é, em tudo e no seu todo, ameno.
Que é isto senão passagem eufórica de tempos antigos, tempos remotos, onde pedirias o contrário do que tens, onde não to dariam e tu procurarias, e eu dou, dou o que tu pedes, dou aquilo a que geneticamente estou identificado, sentido de imitação e adaptabilidade.
E agora, não vê o sol, não vê a lua, que isto não basta, que estas voltas dão no mesmo, estas voltas dão sempre no desejo contrário. E por muitos voltas o contrário é sempre o inverso daquilo que tens ou de onde estás.
E agora?
Agora desistimos por não compreender, vamo-nos arrastando neste horizonte sem fim, à espera que o nascente e poente nos completem e preencham o universo, fazendo com que o contrário esteja incluído, e aí? Surgirá qualquer desejo novo, porque eu sou finito ao contrário do teu desejo.

Falo tu

Falas eu.
Falamos palavras insignificantes em manifestos manuais inversos, adversos ao próprio sentido interior, calamos e falamos, e falamos calados, aquilo que calado devia ficar, não percebes, não entendo, não me entendo a mim, não te entendes e permutas o que queres por não ser, por nunca vir a ser, e enches, e enchemos, e erramos os dois, porquê? Porque falamos, palavras insignificantes em manifestos manuais inversos, adversos ao próprio sentido interior de quem somos, ou fomos, porquê? Porque calamos o que foi dito, ouvimos o que não se vê, fazemos de mudas as palavras duras, os sentimentos ainda mais duros que ressoam a tua cabeça, o meu coração, aquilo que realmente é e não queremos que seja, e que é que queres que seja? O inverso do dito, o inverso do pensado, muito menos do sentido, queremos nada.
Não me desminto, não me desmintas, as palavras serão caras e inúteis, porque não são, porque noutro mundo qualquer, nem sequer são perceptíveis, são palavras, é loucura, é mentira, é abuso, é verdade, é o amor e a paixão.
É o sexo.
Nada mais. É o sexo.
E erramos, porque tentamos, tentamos o que é difícil, não temos solução, não procuramos, usamos o mais simples, o que sabemos que está errado, e erramos outra vez, não buscamos, nem sequer desistimos, orgulho? Porquê? Ninguém vai perder. Perdemos os dois com isto, porque palavras ferem, e ferem mais quando são bonitas e falsas.
E amo-te, e por isso digo, que erramos, e que falamos palavras insignificantes em manifestos manuais inversos, adversos ao próprio sentido interior, calamos e falamos, e falamos calados.
E quando tentamos solucionar o problema oral viral que ataca o nosso interior, calamos, para contemplar.
E contemplamos.
O teu calor, preenche-me o teu calor.
O próprio antagónico que há em mim, torna tudo prazer, o próprio virar de costas e ver-te de frente, torna-me sedento das necessidades dos humanos, e porquê?
Porque me tornas humano.
Faz-me sofrer, prometo-te o mesmo, a dor, prometo-te o amor, a dor, prometo-te o sexo e o prazer, e a dor, que não queres pensar que não desejas, que quero pensar não desejar, essa dor, esta dor, faz-nos estar onde estamos.
O prazer escondido que nos faz mover, tudo o resto contemplamos.
Calados falamos em silêncio do prazer que nos preserva.

Hum.

Queria falar palavras novas.
Começo por onde comecei, acabei, ou ameei, salto do vicio para vicio, e o vicio é igual, o vicio não é vicio é estado, são repercussões consecutivas repetidas e prosseguidas de bis, não existem tons diferentes apenas fumos brandos a pairar o ar, arranhões vocais que dão prazer, quero mais, quero menos, quero consciência e quero força, onde numa estou sem outra e perco-me de propósito para desculpa de mim, fraco.
Oiço o mesmo que vi de boca tapada sem cheirar, o mesmo de sempre, na rotina de sempre, e isto tudo é mentira, porque isto tudo é claramente diferente, diferente da monotonia que a minha mente se abstém para encontrar conforto, para dizer que sabe, para dizer que sei, paro e pairo e julgo-me satisfeito, sei as respostas erradas que escolho apenas por comodidade, sei que falho apenas porque sou fraco e a fraqueza inunda-me de noite, quando o mundo não respira, sufoco-me, desalinhado, suo, desenfreado, paro e narciso.

Que é feito do real controlo?

Esfera

Por sinal, essa esfera que me tentava sem me olhar,
Nada mais era do que um som
Que me levava a tentar fugir de ti… sair de ti…

Uma vez mais, sem saber porquê,
Desistira de dizer:
Nao dá mais, quero mais…
Se não for assim,
Esconde esse sorriso que me faz querer matar por mais!
Mais, mais…
Quero mais…
Mais, mais…
Por isso esconde esse sorriso que me faz querer matar por mais…

Só assim dá para mim conseguir que não doa mais,
Que me deixes ir,
Que me libertes de ti,
Que não me faças sentir,
E eu não quero cair, não me posso entregar
Sem que percebas que não podes julgar,
E eu quero tentar, poder acreditar
Que o aperto cá dentro
Um dia vai acabar,
O monstro em mim não irá sucumbir,
Não desfalece por não conseguir
Que olhes p’ra mim, que me facas existir,
Por isso esconde esse sorriso que me faz querer matar por mais
Mais, mais…
Quero mais…
Mais, mais…
Por isso esconde esse sorriso que me faz querer matar por mais
Mais, mais…
Quero mais…
Mais, mais…
Por isso esconde esse sorriso que me faz querer matar por mais

Pedro Khima

Não quero escrever, não quero ler, simplesmente estou parado no tempo.

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